
Transferida para a Marinha pelo Ministério da Fazenda, em 1914, a Ilha é hoje parte do Complexo Cultural do Serviço de Documentação da Marinha. Cenário do evento que ficou conhecido como "O Último Baile do Império", realizado alguns dias antes da Proclamação da República, a Ilha Fiscal continua sendo um elo entre o presente e o passado. Décadas se passaram e o castelinho, que testemunhou tantos fatos históricos, é hoje uma das principais atrações turísticas do Rio de Janeiro. No castelo, aberto à visitação, destacam-se o Torreão e a Ala do Cerimonial. Três exposições permanentes também são atração no Castelinho: A História da Ilha Fiscal, A Contribuição Social da Marinha e A Contribuição Científica da Marinha.
Conhecida desde o século XVII como Ilha dos Ratos e situada a pequena distância do ponto, foi transformada em alfândega no século XIX, durante o Segundo Reinado, passando a adotar a denominação de Ilha Fiscal. Ocupa atualmente uma área de 7000 m2 e consta de um imponente prédio construído em pedra (gnais) em estilo gótico-provençal ocupando o centro de uma praça. O conjunto foi edificado sobre material rochoso e pavimentado com paralelípedos.
As visitas a Ilha são realizadas com um guia e consta de 3 momentos: Sala do Almirante (1o piso), Cerimonial (térreo) e Exposição Permanente (térreo). Realce é dado ao fato histórico de ter sido o local onde se realizou o último baile da Monarquia - 9 de novembro - que seria destituída pela proclamação da República, a 15 de novembro de 1889. Em realidade, sendo a Ilha Fiscal uma repartição pública, a grande festa havia sido organizada em homenagem aos oficiais da marinha chilena, com a qual as relações amistosas eram dominantes.
INFORMAÇÕES
Saídas: Espaço Cultural da Marinha, Av. Alfredo Agache s/n , próximo à Praça XV, Centro, RJ.
Visitação: de 5a feira a domingo.
Horários: 13h, 14h30 e 16h.
Venda de ingressos: das 11h às 16h.
Local: Espaço Cultural da Marinha.
Agendamento para grupos: 2233-9165 ou 2104-6992. |