A Baía de Guanabara é caracterizada como um dos principais centros de lazer e de atividades náuticas do Brasil.
Dentre os atrativos náuticos naturais encontrados estão a Enseada de Botafogo e a Enseada de Jurujuba, situadas ao sul da Ponte Rio Niterói, verdadeiras marinas naturais. ( Uma marina natural é um local abrigado de ventos e ondas, onde o fundeio é propício, tanto durante o dia quanto à noite, em que os elementos naturais e paisagísticos devem ser respeitados).
Já ao norte da Ponte, grande parte da baía é uma enorme marina natural, onde a Ilha de Paquetá é apresentada como o mais antiga e tradicional roteiro de turismo naútico da Baía de Guanabara.
O número de embarcações de esporte e recreio existentes comparado com o total da população, no Brasil, é de um barco para cada 2500 habitantes, quando nos Estados Unidos esta relação é de 1/29, na Inglaterra 1/65 e na Itália 1/125.
Segundo dados da Associação dos Construtores de Barcos (ACOBAR) , atualmente a relação barco/habitante no Brasil é de aproximadamente 1/1600 e nos EUA 1/20. Porém, devido à grande e diversificada costa e às imensas bacias hidrográficas que somam mais de 24.000 km de águas navegáveis, o Brasil constitui um dos maiores potenciais náuticos do mundo.
Um dos principais problemas apontados para a prática das atividades náuticas na Baía de Guanabara é a poluição de suas águas.
O remo é um dos esportes olímpicos mais tradicionais e mais antigos em clubes e agremiações no Brasil.. Muitos clubes, hoje conhecidos pela prática do futebol, são oriundos da prática do remo trazendo em seus nomes esta característica: Clube de Regatas Flamengo, Clube de Regatas Vasco da Gama, Botafogo de Futebol e Regatas entre outros. As principais regatas realizavam-se nas águas em frente â Praia de Botafogo e reuniam uma assistência enorme.
O remo quase não é mais praticado na Baía de Guanabara. Talvez os aterros e a construção de rodovias nas suas margens tenham inibido e dificultado o transporte dos barcos até as suas águas. |