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   O PORTO DO RIO DE JANEIRO
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fonte: www.piermaua.com.br

A função portuária, qualidade conferida pela Baía de Guanabara desde o primeiro século de ocupação, seria responsável, como se verá, pela perda, por aterro, de um extenso e sinuoso trecho do litoral, de mais de 5km de extensão, onde outrora se sucediam enseadas, pontões, praias, ilhas e falésias. Desapareceriam com os aterros e as obras, entre outros, a Prainha, o Valongo, Valonguinho, Saco do Alferes, Saco da Gamboa, Praia Formosa, Ilha dos Melões, das Moças e do Ferreiro. Junto, desapareceram vários monumentos históricos, como o Aljube e a estação das barcas da Prainha.
Com a Carta Régia de Abertura dos Portos de 28 de janeiro de 1808 e de decreto nesse mesmo ano regulamentando os direitos de entrada e reexportação de mercadorias, o Porto do Rio de Janeiro passou a receber um maior número de embarcações. Assim, registrou em 1810, a presença de 1.214 navios; em 1816 - primeiro ano do Brasil-Reino -, 1.460 embarcações; em 1820, último ano da permanência de D.João VI no Brasil, 1.655 navios de guerra, de comércio e cabotagem de vários países, como Portugal, Inglaterra e Estados Unidos.
Em 1903, o Governo federal comprou a Empresa Industrial de Melhoramentos do Brasil, então pertencente ao Engenheiro Paulo de Frontin que, em 1890, recebera concessão para a construção de um cais de atracação com 3.500 metros de extensão para grandes navios, na Saúde e na Gamboa.
Um primeiro trecho do cais do porto, denominado Cais da Gamboa, é iniciado em 1904 e concluído em 1906. Porém, o trecho totalizando 2.500 metros de extensão, entre a Praça Mauá e o canal do Mangue, se dá somente em 1910.
Nesse trecho, aterrou-se superfície de 175.000m², que se somaria a aterros anteriores. Ao longo do aterro, é construída a Av. Rodrigues Alves e são instalados 18 armazéns internos, 96 armazéns externos, voltados para a importação e exportação, além de 90 guindastes elétricos.
Em 1907, é aprovada a extensão do cais do porto entre o canal do Mangue e o Caju. No entanto, as obras só se iniciam em 1924, sendo concluídas em 1932. Com o nome de cais de São Cristóvão, este trecho do cais do porto, com 2 mil metros, receberia a Av. Rio Branco.
Posteriormente, completando o sistema portuário, construiu-se de 1949 a 1952, mediante aterro, o Píer da Praça Mauá. Em l962, foi a vez da construção do cais do Caju, ou cais dos Minérios, um prolongamento sobre o aterro, da Ponta do Caju, por sob a Ponte Rio-Niterói, esta construída de 1968 a l974.
Ainda hoje, de acordo com o zoneamento urbano determinado pela Prefeitura do Rio de Janeiro, instituiu-se a Região Administrativa da Zona Portuária, a qual corresponde a 308,37 ha, ou 22,78% da área total do município.