A recuperação da Baía de Guanabara se dará em conseqüência de ações realizadas na sua Região Hidrográfica. Ela não é uma piscina que pode ter a sua água limpa artificialmente..
A água doce que ela recebe dos rios, cerca de 200 mil litros por segundo , conduz todo tipo de sujeira, efluentes industriais e, principalmente, muito esgoto doméstico e lixo.
A grande maioria das indústrias já cuida dos seus dejetos mas nenhum dos 16 municípios da área conseguiu ainda resolver seus problemas com o tratamento dos esgotos e com o destino final do lixo. E o que vai para as galerias de águas pluviais ou para o rio, acaba na Baía.
Portanto, os projetos de recuperação da Baía de Guanabara têm que ser realizados no seu entorno, e os 9 milhões de habitantes também precisam colaborar, daí a importância dos programas de informação e de educação ambiental.
Muito dinheiro têm sido investido na recuperação da qualidade da águas da Baía e os principais projetos nos últimos anos, foram:
1 - Projeto de Despoluição da Baía de Guanabara - PDBG
Assinado em 1994 e realizado desde então pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro. O orçamento inicial teve recursos do BID - Banco Interamericano de Desenvolvimento (350 milhões de dólares); da agência japonesa JBIC - Japan Bank for International Cooperation (237 milhões de dólares) e 206 milhões de dólares provenientes do governo estadual. O Projeto constou de seis componentes: saneamento (coleta e tratamento de esgotos sanitários e racionalização do abastecimento de água) melhoria na coleta de lixo, controle de inundações, mapeamento digital da região e diversos projetos ambientais. Detalhes deste projeto podem ser obtidos em www.cibg.rj.gov.br.
A maior parte dos recursos desta etapa, que é a primeira do Projeto de Despoluição da Baía de Guanabara, é destinada a obras de saneamento básico, não somente esgotos domésticos mas também a melhoria dos sistemas de abastecimento de água. O esquema acima, embora não atualizado, permite visualizar a magnitude da intervenção.
2 - Programa de Revitalização Ambiental da Baía de Guanabara.
Lançado em cerimônia pública em 5 de fevereiro de 2001, na presença do então Ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, foi administrado pelo IBAMA.
O orçamento original era de 51 milhões de reais, utilizando os recursos da multa recolhida pela Petrobras em conseqüência do vazamento acidental de óleo na Baía de Guanabara em janeiro de 2000. Dividia-se em quatro componentes: Projetos em parceria com os municípios; aprimoramento operacional dos órgãos ambientais; revitalização e proteção de Unidades de Conservação e Pesquisa, recuperação e educação ambiental.
3 - Projeto Baia Azul
Como parte do Programa de Revitalização Ambiental da Baía de Guanabara, foi prevista a aplicação de 2,4 milhões de reais em atividades de educação ambiental e replantio de manguezais por um Consórcio de seis ONGs liderado pela Fundação Onda Azul e do qual o IBG participou com a incumbência da elaboração de um Banco de Dados para reunir as informa&cc |