A atividade de pesca e coleta de caranguejos, mariscos e outros sempre foi praticada na Baía de Guanabara. Os sambaquis remanescentes ainda guardam os seus registros na alimentação dos primeiros povos que viveram nas suas margens há cerca de 8.000 anos.
Certamente naquela época existiam mais peixes, crustáceos e moluscos e também muito menos gente para capturá-los. As baleias que ainda entravam na Baía e foram pintadas por Leandro Joaquim em 1790 eram aqui capturadas - os nomes de alguns locais até hoje atestam essa prática - a Ponta da Armação, em Niterói e a Ponta do Arpoador, em Copacabana, no Rio de Janeiro.
O óleo obtido das baleias era utilizado nas construções, como "cimento" para fazer paredes e também para iluminação.
Hoje as baleias não entram mais na Guanabara mas as cinco Colônias e as mais de dez associações de pescadores atestam que mesmo com todas as dificuldades, a atividade da pesca persiste.
O número de pescadores é difícil de precisar. É comum eles dividirem o tempo ou migrarem temporariamente para outra atividade profissional, como na construção civil ou na construção naval, o que dificulta a avaliação. Existem estimativas desde 5000 até 18.000 pescadores registrados e não registrados em colônias e associações.
A Colônia Z-8 tem em sua área de abrangência os pontos de desembarque de Jurujuba, Ponta da Areia, Praia Grande, Ilha da Conceição, Gradim, Itaoca e Itambi. A Colônia participa diretamente da comercialização do pescado, pela organização do leilão em sua sede, vizinha ao Mercado São Pedro, em Niterói. As demais colônias têm atividade mais difusas, ficando a Z-9, com a jurisdição na área de Magé; a Z-10, na Ilha do Governador; a Z-11, em Ramos e a Z-12, no Caju.
O relacionamento das Colônias com as diversas comunidades nem sempre se dá de forma tranqüila, o que poderia explicar a proliferação das "Associações" locais, mais próximas e, portanto, mais identificadas aos problemas do dia a dia de cada ponto de desembarque. A presença da palavra "livre" na denominação de algumas das associações parece reforçar essa idéia. As associações estão distribuídas por toda a orla da Baía e também na Ilha do Governador:
Federação das Associações dos Pescadores Artesanais do Rio de Janeiro - FAPESCA;B Associação Livre dos Maricultores de Jurujuba - ALMAJ
Associação dos Pescadores e Amigos da Praia Grande;
Associação dos Pescadores da Praia da Chacrinha;
Centro Comunitário da Praia da Luz e Adjacências;
Cooperativa dos Pescadores da Marcílio Dias;
Associação dos Pescadores da Praia de Itaoca;
Associação dos Pescadores da Praia das Pedrinhas;
Núcleo de Pescadores da Praia da Bica;
Associação dos Pescadores da Praia dos Bancários;
Associação de Moradores do Gradim;
Associação de Pescadores Livres do Gradim e
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