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A Baía de Guanabara, que tem importância notória na colonização do Brasil, serviu de abrigo para as primeiras caravelas dos europeus que aqui chegavam nos primórdios dos anos de 1500, e estabeleciam-se às suas margens, dando origem à cidade do Rio de Janeiro.

Ainda hoje a atividade portuária e a de construção e reparo de navios é uma das mais importantes no contexto brasileiro. Além do maior porto militar do país, os seus dois portos comerciais embarcam e desembarcam mercadorias e turistas. Nos estaleiros, junto com as embarcações, é comum a presença das enormes estruturas de plataformas de exploração de petróleo que vêm de mares profundos para serem consertadas no seu abrigo. A paisagem é outra, mas as funções que a Baía exerce ainda são as mesmas.

A Região Hidrográfica da Baía de Guanabara tem aproximadamente 4000 km2, cerca de 10 vezes mais do que a área da própria Baía. Tem hoje 8,3 milhões de habitantes, portanto uma densidade demográfica média de 2100 habitantes/km2. Falta saneamento para a maioria desta população:um terço reside em favelas e outro terço em condições precárias de urbanização. Na época da colonização havia apenas algumas aldeias de índios tamoios. Antes deles, populações pré-históricas deixaram seus vestígios nos "sambaquis", alguns dos quais, ainda resistem ao tempo.

A atividade industrial é intensa e representada por Indústrias químicas, petroquímicas, farmacêuticas e de alimentos entre outras. A Baía de Guanabara pode ser considerada como um estuário de inúmeros rios, que levam a ela cerca de 200 m3/s de águas, hoje muito poluídas. Ao contrário de 20 anos atrás, quando a atividade industrial era a grande responsável pela poluição, hoje a contribuição de esgotos domésticos e lixo são as grandes causas dos seus problemas.

A maioria dos rios nasce nas montanhas - algumas chegando a 2000 m de altitude - que nas suas encostas íngremes mantêm remanescentes da Mata Atlântica em bom estado de conservação. Já nas baixadas, os cursos dos rios foram muito alterados e retificados em nome do "Saneamento da Baixada Fluminense" para ganhar terras mais saudáveis para a o crescimento das cidades. Alguns poucos remanescentes dos manguezais que antes cobriam quase todas as margens da Baía, encontram-se protegidos por uma APA - Área de Proteção Ambiental de Guapi-Mirim. Os brejos, pântanos e áreas alagadas praticamente desapareceram.

A água que abastecia os primeiros europeus que aqui chegaram, a do Rio Carioca, corre agora suja e escondida por baixo da cidade e os moradores nem sabem que ele existe. Hoje, a água para abastecer a maior parte da população tem que ser trazida de fora, do Rio Paraíba do Sul, por transposição de bacias.

No que concerne ao uso do Sistema Ambiental Baía de Guanabara, existe grande diferença entre os lados Leste e Oeste da Região, o que se reflete na qualidade das águas dos rios e da própria Baía. Nos oito municípios do Oeste, área quase inteiramente urbanizada onde moram 79,2 % da população, têm densidade demográfica de 5.941,27 hab/km2, sendo a água de abastecimento público oriunda do Rio Paraíba do Sul transposta para a bacia do Rio Guandu. J&aac


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