O que é o portal da Baia de Guanabara | Cadastre-se para receber nosso informativo | Fale Conosco | Site IBG 
  Conheça a Baía de Guanabara
Conheça a Baía de Guanabara
A Região Hidrográfica
Os Rios
A Geologia
A História
  A Floresta e a Água
As Montanhas, as Florestas e a Baía
A Floresta e a Água
Águas Subterrâneas
Manguezais
A Flora e Fauna da BG
Os Rios na Planície
Os Rios e o Desmatamento
As Árvores
Unidades de Conservação
O ciclo da Água
  A Gente e a Água
A Gente e a Água
Crescimento da População
Índice de Desenvolvimento Humano - IDH
Abastecimento de Água
De onde vem a água que se bebe
Os Rios e as Cidades
O lixo
  A Pesca
A Pesca
  O Turismo
Turismo
Pão de Açucar
Museu de Arte Moderna (MAM)
Museu de Arte Contemporânea (MAC)
Estação das Barcas de Charitas
Ponte Rio-Níteroi
Ilha de Paquetá
  SITIOS ou Locais HISTÓRICOS
Fortaleza de Santa Cruz
Forte do Imbuhy
Forte de São Luiz
Forte de São Joao
Forte de Copacabana
Forte Duque de Caxias
Museu Naval
Espaço Cultural da Marinha
Ilha das Cobras
Ilha de Villegaignon
Ilha das Enxadas
Ilha Fiscal
  A Construção Naval
A Construção Naval
  Esporte e Lazer
A Pesca Esportiva
Os Clubes Náuticos
Os Parques
As Praias
Esporte e Lazer
  Portos
A Baía de Guanabara como Porto
O porto do Rio de Janeiro
O porto de Niterói
O porto militar
Os problemas ambientais do porto
  A Despoluição da Baía
Os planos e projetos de recuperação
Dos esgotos domésticos
Dos despejos industriais
A Despoluição da Baía
  Gestão Participativa
Gestão Participativa
  O Comitê da Baía de Guanabara
Comitê da Baía de Guanabara
  Informações adicionais
Glossário
Baía em Dados
Biblioteca Virtual
Documentos para download
   CONHEÇA A BAÍA DE GUANABARA

A colonização desse particular recanto do globo terrestre que os tamoios chamaram de guanabara ("seio de onde brota o mar") pelas diversas formas da vida, se desenrolou numa história que nos remete à ordem de grandeza dos milhões de anos.

Os ecossistemas de "litoral" - que resultam do contato entre os ambientes da terra firme e do mar - sofreram uma profunda revolução, quando algas conseguiram se agarrar ao solo firme trazendo pela primeira vez o verde para a terra. Como conseqüência desse sucesso em se expor diretamente aos raios do Sol e transformá-los em matéria, essas formas de vida vegetal foram evoluindo até que, por volta de duzentos milhões de anos atrás, todo o continente original da Pangéia havia sido coberto pelas primitivas florestas de coníferas e cicadáceas, que alimentavam a gigantesca fauna dos dinossauros.

src=http://www.portalbaiadeguanabara.com.br/portal/imagens/mangue_apa.jpg
Manguezais da APA de Guapi-Mirim - foto CIGUA / out.2001
Outro marco importante na evolução biológica foi o evento geológico que resultou na separação da América do Sul da Pangéia original, há cerca de 140 milhões de anos. A placa central mais antiga da América do Sul - cujo coração pode ser localizado no cerrado brasileiro - deslocando-se para sul e para oeste, na direção do sol poente, "inventou" todo um oceano e um litoral, onde as espécies da fauna e da flora evoluíram de forma mais ou menos autônoma.
Ao se dividir, a Pangéia aumentara a possibilidade de colonização de suas terras pelos seres verdes dos mares. O estudioso da Mata Atlântica Warren Dean, em seu clássico A Ferro e Fogo (1997), sugere que a concomitância desses dois fatos - a criação de um litoral americano e sua colonização por espécies vegetais adaptadas às novas condições climáticas e geográficas tropicais - pode ser considerada de fundamental importância na configuração da própria floresta atlântica original.
Há "apenas" 4 milhões de anos: o encontro da placa do Atlântico com a placa do Pacífico levantou os Andes a 6.000 metros a oeste e a Serra do Mar, com seus mais de mil metros de florestas úmidas tropicais, na vertente atlântica. Esse fator de ordem geológica provocou conseqüências férteis no que diz respeito à colonização por formas de vida. Tal gradiente de altura num domínio tropical teve como resultado abundantes chuvas orográficas, co-responsáveis pelo ensolarado ecossistema costeiro atlântico explodir em diversidade de formas de vida.
Sabemos hoje que, até quinhentos anos atrás, num raio de 100 km tendo como eixo central a própria APA de Gupi-Mirim, por exemplo, encontrava-se um dos maiores núcleos de biodiversidade do planeta, onde conviviam baleias, macacos, serpentes, jacarés, caranguejos, binguás, mariscos, golfinhos, tatús, gambás, pacas, borboletas, beija-flores, papagaios, araras, sabiás e crianças felizes. Durante milh&otild


© Todos os direitos reservados Instituto Baía de Guanabara