A REGIÃO HIDROGRÁFICA
A Baía de Guanabara pode ser considerada um estuário que engloba inúmero rios que levam a ela, em média, mais de 200 mil litros de água por segundo. Essa água é captada pelas bacias hidrográficas desses rios que, somados, formam a Região Hidrográfica da Baía de Guanabara.
As maiores bacias são as do rio Guapi/Macacu, Caceribu, Iguaçu/Sarapuí, Estrela/Inhomirim/Saracuruna, Guaxindiba/Alcântara, Meriti/Acari, Canal da Cunha, Canal do Mangue, Bomba, Imbuaçu, Suruí, Roncador, Magé e Iriri. Nas áreas densamente urbanizadas, os rios são quase todos canalizados e em muitos trechos são cobertos, conduzindo águas de péssima qualidade.
A Região Hidrográfica da Baía de Guanabara, que ocupa uma área de 4.198 km2, foi habitada pelos índios, durante mais de 8.000 anos, antes do início da colonização do Brasil.
Em 1500, viviam na Guanabara os tupinambás ou tamoios, da nação Tupi-Guarani, em cerca de 30 a 40 aldeias localizadas nas áreas mais elevadas da orla da baía e nas margens dos rios. Os índios tinham uma relação harmoniosa com a natureza, coletando frutas, pimentas e ervas, caçando, pescando, plantando milho, mandioca, cará, batata-doce, abóbora e outros alimentos. Deles herdamos os nomes da baía, de muitos rios e localidades.
Região Hidrográfica da Baía de Guanabara

A região apresenta um relevo diversificado, modelado pela natureza durante milhões de anos, com 4 áreas distintas: a Baía de Guanabara; a Baixada Fluminense; as colinas e os maciços costeiros e a Serra do Mar.
A paisagem atual da Região Hidrográfica da Baía de Guanabara é um registro da história do Brasil, tanto pela importância de toda a região na economia e na cultura do país como pelos graves problemas que prejudicam o ambiente e a vida da população. Esses problemas foram criados durante cinco séculos de ocupação da região, primeiro atendendo aos interesses do sistema colonial português e, após a independência política do Brasil em 1822, aos dos modelos de desenvolvimento agrário-exportador (1822-1930) e urbano industrial (a partir de 1930).
As mesmas riquezas naturais que atraíram e facilitaram a ocupação das bacias foram sendo destruídas no processo de ocupação e correm hoje o risco de desaparecer. Hoje a região está ocupada, em grande parte, pela Região Metropolitana do Rio de Janeiro, e pelo segundo maior parque industrial do país, com todas as oportunidades e problemas inerentes.
A maioria dos empregos está no setor de comércio e serviços (turismo, cultura, bancos, órgãos públicos etc.) e, em segundo lugar, vem o setor industrial. Mas a agricultura, a pecuária e a pesca também são atividades econômicas importantes.
Estima-se que um terço da população da região resida em favelas e outro terço em áreas com condições precárias de urbanização e saneamento.< |